Waldir Calmon

Blog Centenário de Waldir Calmon (1919 - 2019)

                   
Usarei este espaço como um pequeno blog para comunicar todas as homenagens que meu pai, em seu centenário, receberá e também publicarei algumas curiosidades sobre a sua carreira.


Posts:
- E a placa foi instalada!
- Colocação da placa na loja onde funcionou a boate Arpège
- Waldir Calmon, a Panair e a Austrália
- Cerimônia de entrega das placas pela FUNJOR
- Vídeo da Cobertura do evento no Othon Palace
- Evento comemorando os 70 anos de Marlene como rainha do rádio e o centenário de Waldir Calmon, Blecaute e Linda Batista
- Entrega da placa da Funjor
- Fotos e vídeos do show-baile Centenário de Waldir Calmon
- Teaser do show Centenário de Waldir Calmon
- Crítica de Claribalte Passos
- Na revista Fon Fon
- Djalma Ferreira e a boate Drink
- Em Rio Novo
- Vídeo de divulgação com Marcia Calmon
- Caricaturas
- O Sucesso da boate Arpège
- Programa de TV Ritmos S. Simon
- Três momentos de Waldir Calmon nos jornais
- Contribuição para o mercado fonográfico brasileiro
- Feliz Dia das Mães
- Com Paulo Gracindo
- Gravação de Airport Love Theme, por Waldir Calmon (Copacabana Discos, 1970)
- Curiosidades sobre a boate Arpège e o aniversário do Leme
- A "era" das boates no Rio de Janeiro
- Waldir Calmon ganhou a placa da Funjor!
- Surgimento do selo Rádio
- Compra do piano Steinway
- Waldir Calmon e o Gentlemen da Melodia
- Vídeo de Tema de Márcia (Waldir Calmon)
- Aquisição do órgão Hammond por Waldir Calmon
- Show-baile em homenagem ao centenário de Waldir Calmon
- Placa comemorativa


19 de setembro de 2019

E a placa foi instalada!

No dia 18 de setembro de 2019, o Instituto FUNJOR e a Prefeitura do Rio, através do IRPH, fizeram a instalação das cinco placas da segunda fase do projeto Patrimônio Cultural Carioca - Circuito Rádio. Uma delas foi dedicada ao pianista, compositor e proprietário da boate Arpège, Waldir Calmon. A placa foi colocada onde funcionou, de 1955 a 1967, a boate: rua Gustavo Sampaio, 840-A, Leme, RJ. Os outros agraciados foram o radialista Manoel Barcellos, a cantora Dalva de Oliveira, o apresentador Paulo Monte e as irmãs Batista. Quero agradecer também à petshop ZeeNow que hoje ocupa o imóvel e permitiu afixar a placa na fachada da loja.
Clique aqui para ver uma projeção de slides com algumas fotos e, abaixo, um vídeo gravado pelos filhos de Waldir, Marcia e Marcus, agradecendo a homenagem.
 





 

17 de setembro de 2019

Colocação da placa na loja onde funcionou a boate Arpège

No próximo dia 18 de setembro, quarta-feira e a partir das 11 horas, serão colocadas, no mesmo dia e em sequência, as cinco placas do projeto PATRIMÔNIO CULTURAL CARIOCA - CIRCUITO DO RÁDIO. A placa de Waldir Calmon ficará onde funcionou, de 1955 a 1957, a sua boate Arpège (rua Gustavo Sampaio, 840-A, Leme) e onde hoje existe uma petshop - ele ficaria feliz, pois amava os animais! Não podemos dar, com precisão, o horário em que cada uma será afixada, mas a de Waldir será provavelmente entre 12h30 e 13h30. Quem quiser prestigiar este momento, será muito bem-vindo! Eu, claro, estarei lá! Um abraço.

Marcia Calmon

5 de setembro de 2019

Waldir Calmon, a Panair e a Austrália

Em 1943, o Hotel Copacabana Palace (Copacabana, RJ), inaugurou a primeira boate de um Rio que ainda era capital da República: a Meia-Noite, tornando-se logo um grande sucesso e sinônimo de sofisticação. Frequentada por pessoas da alta sociedade, ricos empresários e políticos, em 1948, passou a ser palco de um programa ao vivo transmitido pela Rádio Nacional, diariamente (exceto às segundas-feiras), de 23:30 à 00:30 h. Patrocinado pela também sofisticada empresa aérea Panair, foi batizado Ritmos da Panair e deu tão certo que o patrocinador decidiu investir um pouco mais em música e lançar, periodicamente, discos para distribuir a seus passageiros brasileiros ou estrangeiros. Um destes vinis foi o LP de Waldir Calmon, Samba Alegria do Brasil (Rádio, 1956), que tem o grande sucesso Na Cadência do Samba (Que Bonito É), reeditado em 10 polegadas, ao invés do formato original em 12 polegadas, e com apenas oito das dez músicas gravadas no LP. Curiosamente, todos os lançamentos musicais da Panair tinham a mesma capa. Talvez por ajudar a popularizar o trabalho de Waldir ao redor do mundo, este mesmo disco tenha sido relançado na Austrália, no formato original de 12 polegadas e com as dez gravações, mudando apenas o nome: The Beat of Brazil. Clique aqui para ver uma projeção de slides com as fotos.

- foto 1: logo da empresa aérea Panair
- foto 2: nota sobre a estreia do programa no jornal A Noite (21-07-1948)
- foto 3: anúncio do programa no jornal A Noite (29-07-1948)
- foto 4: capa do LP Samba Alegria do Brasil (Rádio, 1956) original
- fotos 5 e 6: capa e contracapa dos discos Ritmos da Panair
- fotos 7 e 8: selos do 10 polegadas de Waldir Calmon, relançado pela Panair
- fotos 9 e 10: capa e contracapa do vinil lançado na Austrália (World Record Club, 1959). A tradução do texto da contracapa está abaixo.
- fotos 11 e 12: selos do The Beat of Brazil

A foto da contracapa não está muito nítida e não consegui ler alguns trechos do texto, mas a tradução é basicamente:

"Pode parecer óbvio, mas você não consegue conhecer a verdadeira música latino-americana a não ser na América Latina. Muitas bandas em muitos países tocam samba, cha cha, etc, mas são apenas uma pálida imitação do fascinante original. E esta é a razão pela qual este disco foi gravado no berço do samba, Rio de Janeiro, pelo mestre dos líderes de bandas no Brasil, Waldir Calmon.
Calmon, pianista e líder de orquestra na famosa boate carioca Arpège, é a última sensação das Américas. Sua batida incisiva, seus arranjos sedutores e aveludados, as cores exóticas que sua orquestra traz a cada número... tudo conspira para tornar este disco uma incrível experiência sonora.

Waldir Calmon esteve em todas as manchetes no ano passado, pois seus discos vendem milhões. E a seleção deste LP que a World Record Club está trazendo para a Austrália, com o título The Beat of Brazil, já arrecadou mais de um terço de milhão de dólares em suas primeiras seis semanada de vendas no somente no Brasil.

Você achará o toque de Calmon mágico, vibrante, apaixonante, repleto das cores quentes dos trópicos, com um ritmo que não o deixará sentado. Ouvir este disco fará você sentir toda a intensa pulsação da música latino-americana, o balanço insinuante dos quadris e o ritmo contagiante dos sapatos riscando o salão sob a lua... Ouça por si mesmo The Beat of Brazil! É Waldir Calmon, impecável."

Por causa do sucesso deste disco, outro LP de Waldir Calmon foi relançado na Austrália, mas isto é assunto para outro post. Um abraço!
 

30 de agosto de 2019

Cerimônia de entrega das placas pela FUNJOR

Clique aqui para ver uma projeção de slides com alguns momentos da cerimônia. O dia para a colocação da placa na fachada da loja onde funcionava a boate Arpège, no Leme (RJ), ainda será marcado e divulgarei aqui.
 

28 de agosto de 2019

Vídeo da cobertura do evento no Othon Palace


 

24 de agosto de 2019

Evento comemorando os 70 anos de Marlene como rainha do rádio e o centenário de Waldir Calmon, Blecaute e Linda Batista

Evento da AMAR - Associação Marlenista - que aconteceu no Othon Palace Hotel, em Copacabana, no dia 24 de agosto de 2019. O cantor Weber Werneck fez um show-baile com convidados e, além de Waldir Calmon, Blecaute e Linda Batista, outros artistas, que muito fizeram (e ainda fazem) pela música, foram homenageados, como: Marion Duarte, Ellen de Lima, Luciene Franco, Almir Saint Clair, Luiz César Mendes, Rosa Maria Collyn e Luiz Henrique. Clique aqui para ver uma projeção de slides com as fotos.
 

11 de agosto de 2019

Entrega da placa da FUNJOR

No próximo dia 28 de agosto, quarta-feira, vou receber a placa em homenagem meu pai, o pianista e compositor Waldir Calmon! Agradeço a todos que votaram e, quem quiser, pode comparecer e prestigiar o evento! Serão cinco artistas contemplados: Manoel Barcellos, Dalva de Oliveira, Waldir Calmon, Paulo Monte e as irmãs Batista.

Comunicado oficial da Funjor: "No próximo dia 28 de agosto, quarta-feira, às 16 horas, no Centro Carioca de Design (Praça Tiradentes, 48 - em frente à estação do VLT), o Instituto FUNJOR, em parceria com a Prefeitura do Rio, através do IRPH - Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, fazem a entrega das 5 placas da 2ª fase do projeto Patrimônio Cultural Carioca - CIRCUITO RÁDIO. Haverá apresentações, homenagens e todos poderão tirar fotos com as placas antes de serem colocadas nos locais das homenagens.. O Instituto FUNJOR agradece aos associados que se somaram nesta ação e os convida para este dia de encerramento desta fase do projeto. Entrada franca."
Marcia Calmon

05 de agosto de 2019

Fotos e vídeos do Show-baile Centenário de Waldir Calmon

O evento em homenagem ao centenário de meu pai, o pianista e compositor Waldir Calmon, foi um sucesso e a casa lotou! Agradeço a todos que nos prestigiaram  neste momento tão especial! Clique aqui para ver uma projeção de slides das fotos. Abaixo, um vídeo com alguns momentos do show.
 

 

26 de maio de 2019

Teaser do show-baile Centenário de Waldir Calmon

Aí está o teaser do show-baile que faremos, no dia três de agosto, do centenário de Waldir Calmon. O evento será no Cariocando (Catete, RJ), com um show seguido de um "mini" baile com gravações de Waldir Calmon e de seus contemporâneos, como Djalma Ferreira, Miltinho, Ruy Rey, Românticos de Cuba, Xavier Cugat, Ray Conniff, Sinatra, Nat King Cole... bem ao estilo dos anos 50 e começo dos 60! Meu desejo era fazer um baile com orquestra, do jeitinho que ele gostava, mas infelizmente não foi possível, então meu irmão, o DJ e técnico de som Marcus Calmon, irá comandar as "carrapetas"! Esperamos você!

SERVIÇO:
- local: Cariocando Bar
- endereço: rua Silveira Martins, 139, Catete, RJ (ao lado da estação do metrô Catete)
- data: 03 de agosto de 2019
- horário: de 18h30 às 22h30
- couvert: R$ 30,00 por pessoa
- reservas e venda antecipada: 21 96937 0294 (WhatsApp)
- estacionamento: ao lado com preço fixo de R$ 15,00
- produção: Marcia Calmon & Tranka
 
- edição de vídeo: Marcia Calmon
- música: Mambo en España (Ramón Marquez) na gravação de Waldir Calmon (Copacabana Discos, 1953) que foi um grande sucesso.



23 de julho de 2019

Crítica de Claribalte Passos

Capa e contracapa de Feito para Dançar 5

No jornal Correio da Manhã, de 30 de setembro de 1956, Claribalte Passos faz a crítica do LP Feito para Dançar 5, em sua coluna Discoteca. Depois do título Um Solista de Categoria Internacional, segue-se o texto: “Constitui objeto de nossa análise musical, técnica e artística, o disco long-play em etiqueta Rádio (selo vermelho), de 12 polegadas, n° 0043GV, instrumental em 33 1/3 rpm, prensagem de Rádio, Serviços, Propaganda Ltda., de Petrópolis, Estado do Rio de Janeiro, lançamento de 1956. Trata-se de Feito para Dançar n°5, criações do pianista Waldir Calmon e seu conjunto. Na face A, encontramos uma bela coletânea reunida em pot-pourrit. A saber: Último Desejo, samba de Noel Rosa; Molambo, samba de Jayme Florence e Augusto Mesquita; Recuerdo de Ipacaray, de Demétrio Ortiz e Z de Mirquin; Perfídia, de Alberto Domingues; Love is a Many Splendored Thing, de Fain e Webster; Lisboa Antiga, de Raul Portela. Não há aqui divisão em faixas. Na face B aparecem Guacyra, de Heckel Tavares; Night and Day, de Cole Porter; Risque, de Ary Barroso; Serra da Mantiqueira, de Ary Kerner;Siboney, de Ernesto Lecuona, e finalmente Malagueña, do mesmo autor. Há, no primeiro grupo melódico, uma autêntica mescla de ritmos: samba, samba-canção, bolero e fox. Em Último Desejo, piano e solovox dividem as honras do solo principal, seguindo-se Molambo onde tem especial destaque o solista de piano. Depois, Recuerdo de Ipacaray, sobressaindo-se a guitarra elétrica (suave acompanhamento do solovox, em fundo) e piano. Em Perfídia, Waldir Calmon serve-se, admiravelmente, de expressivos acordes de mão esquerda, bem ao estilo de Roberto Inglês, com notas graves. Love is a Many Splendored Thing, dá melhor oportunidade à execução suave do piano. Finalmente, em variações rítmicas entre o fox e o bolero, termina a face A, com a página Lisboa Antiga. Waldir Calmon faz alarde, em todas as faixas, de extremado virtuosismo e uma notável agilidade digital, principalmente na mão direita. Já nesta altura, temos a definição do talento do artista, na plenitude de sua forma técnica. O desempenho do pianista é, realmente, soberbo, vasado como esteve, na intensidade da expressão e no matiz suave das sonoridades. Premia-o ouvindo ritmo, a par de inimitável burilamento dos desenhos sonoros. Por outro lado, é digno de louvores o bom gôsto do repertório e a singeleza conforme é vestida, através de diferentes arranjos, cada uma destas composições. Na face B, de idêntica maneira, deparamos com a variedade de ritmo e a utilização oportuna do pianista de execuções primorosas sob aspectos estilísticos sempre diferentes quer no plano artístico, quer técnico. Assim, o samba-batucada essencialmente brasileiro aparece na conhecida e tradicional página Guacyra, iniciando-se a execução com o relevo especial do ritmo, seguindo-se as intervenções felizes de guitarra, piano e solovox. Depois, com a melodia Night and Day, temos oportunidade de aplaudir a transplantação do ritmo de fox para bolero, e vice-versa, além da bela marcação feita por Waldir, ao piano, valendo-se do estilo de Maurice Ravel. Também a guitarra aparece eficientemente. Risque, de Ary Barroso, apresenta o belo dueto de celeste e piano. E, após, Serra da Mantiqueira oferece-nos brilhante execução de Waldir ao solovox, reafirmando sua grande classe de solista instrumental. As duas últimas melodias, Siboney e Malagueña, também, justificam nossos sinceros encômios.Feito para Dançar n° 5 agradará, sem dúvida, os mais exigentes dançarinos e amantes do gênero. Nossas felicitações à etiqueta Rádio pela eficiência técnica e artística das doze gravações assim como pelo zêlo com o material de fabricação do disco isento de chiado. – C.P.”
- foto acima: capa e contracapa do LP Feito para Dançar 5
- foto abaixo: matéria no jornal Correio da Manhã (30-09-1956). Clique na foto para ampliar.
Jornal Correio da Manhã

20 de julho de 2019

Na revista Fon Fon

Foto maravilhosa de Waldir Calmon, publicada na revista Fon Fon, em 19 de dezembro de 1940. A legenda diz: “Waldyr Calmon é um dos bons pianistas do broadcasting carioca. Fez, há tempos, uma excellente dupla com Djalma Ferreira, outro pianista de valor.”
Revista Fon Fon

16 de julho de 2019

Djalma Ferreira e a boate Drink

Uma raridade este vídeo com imagens da boate Drink! Nele, podemos ver o proprietário da DrinkDjalma Ferreira (órgão), tocando com seu conjunto Milionários do Ritmo: Ed Lincoln (piano), Waltel Blanco (baixo), Hugo (bateria) e Miltinho (voz). A música é o sambalanço, de grande sucesso, Lamento (Djalma - Luiz Antônio).
Djalma Ferreira, tal qual Waldir Calmon, foi o proprietário de uma das boates mais importantes da vida noturna carioca nos anos 50 e começo dos 60 e um dos músicos de maior destaque, no período, no Brasil. A trajetória de ambos é semelhante, pois tiveram seu próprio selo, sua própria produtora, suas próprias boates, gravaram e venderam muitos discos e ajudaram a popularizar o solovox e o órgão Hammond no país. Em 1963, Djalma vendeu a boate para a família de Cauby Peixoto e mudou-se, definitivamente, para os EUA. No show-baile do próximo dia 3 agosto (sábado), Djalma e seus Milionários do Ritmo também serão homenageados!
 

 

12 de julho de 2019

Em Rio Novo

Alguns momentos do pianista e compositor Waldir Calmon em sua cidade natal, a pequena Rio Novo, MG:
- foto 1 (acima): Waldir, com Marta e seu filho Marcus, em frente à casa onde nasceu (1979).
- fotos 2 e 3: com amigos. Creio que estes registros são do final dos anos 30 ou, no máximo, começo dos 40.
- foto 4: homenagem a Waldir, nos anos 50. Esta casa pertencia a Tito, seu tio paterno.
Clique aqui para ver uma projeção de slides com as fotos.
 

08 de julho de 2019

Vídeo de divulgação com Marcia Calmon


 

06 de julho de 2019

Caricaturas

Algumas homenagens de caricaturistas:
- foto 1: Caricatura de Mendez, publicada na revista Radiolândia, em 8 de agosto de 1959.
- foto 2: Nota com uma caricatura no jornal Gazeta Esportiva (São Paulo, 1960)
- foto 3: Caricatura de Lery (1971) com carinhosa dedicatória.
- foto 4: Figurinha do álbum Ídolos do Rádio e da TV, dos anos 50.
Clique aqui  para ver uma projeção de slides com as fotos.
 

30 de junho de 2019

O  Sucesso da boate Arpège


   

A boate Arpège, no Leme, foi um grande sucesso: havia filas de espera na porta e Waldir Calmon mandava colocar mesas do lado de fora para que todos pudessem esperar com conforto. Em seu palco, várias atrações se revezavam, com artistas como Ary Barroso, João Gilberto e Tom Jobim - além, é claro, da atração principal: o proprietário e pianista Waldir Calmon! Quem quisesse curtir uma excelente música para dançar, tinha de ir à Drink ou à Arpège e, até o começo dos anos 60, foi assim. Clique nas fotos para ampliar.
- foto 1: Nota no jornal Diário da Noite (17/10/1956)
- foto 2: matéria no jornal Correio da Manhã (23/12/1956)
- foto 3: Logo da Arpège
- foto 4: matéria na Revista do Rádio (1960), falando dos "donos da noite" no Rio de Janeiro. Da esquerda para a direita: Waldir Calmon (pianista e proprietário da boate Arpège); Djalma Ferreira (pianista e proprietário da boate Drink), e Carlos Machado, produtor, criador e diretor de diversos espetáculos musicais em boates, como Casablanca, Monte Carlo, Night and Day e Fred's. No começo dos anos 60, Djalma Ferreira mudou-se para os EUA e vendeu a boate para Cauby Peixoto e sua família.
- foto 5: Anúncio da Arpège na revista Radiolândia (1959).
Clique aqui  para ver uma projeção de slides com as fotos.
 

23 de junho de 2019

Programa de TV Ritmos S. Simon

Em 1952, Waldir Calmon começou a apresentar o programa semanal Ritmos S. Simon pela TV Tupi e, posteriormente, pela TV Rio. O programa permanceu dez anos no ar e transformou-se em um disco-brinde que o patrocinador, as lojas de lustres de cristal S. Simon, oferecia a seus clientes. O prefixo do programa era a guaracha Cumaná (Haroldo Spina/Barclay Allen/ Hillmann) - que, não por coincidência, abria e fechava o LP Ritmos S. Simon.
- foto 1: Capa do LP Ritmos S. Simon
- foto 2: Nota do jornal Diário da Noite, de 08/10/1954, elogiando o programa e Waldir Calmon.
- foto 3: Matéria do jornal Diário da Noite, de 1956, falando dos escolhidos para a entrega do prêmio Revista Show TV aos melhores da televisão, no ano de 1956. Waldir Calmon ganhou como "Instrumentista" e o programa Ritmos S. Simon foi classificado e concorreu com outros oito em sua categoria.
- foto 4: Anúncio da loja S. Simon na Revista do Rádio, de 25/12/1954.
Clique aqui para ver uma projeção de slides com as fotos.
 

02 de junho de 2019

Três momentos de Waldir Calmon nos jornais

Três notas de jornal sobre o sucesso dos vinis de Waldir Calmon:

- foto 1: O jornal Correio da Manhã (16/08/1953) fala do grande êxito do 78 rpm que tinha Cao Cao Manipicao (Carbô Menendez), do lado B, e Mambo en España (Ramon Marques), do lado A. Graças ao enorme sucesso, Waldir Calmon gravou mais dois 78 rpm pela Copacabana Discos e uma das gravações fez parte da trilha da chanchada É Pra Casar (Luiz de Barros, 1953) - filme do qual Calmon participou.
- foto 2: O jornal Imprensa Popular (28/04/1957) fala sobre o sucesso que os LPs de Waldir Calmon, gravados pela Rádio, estavam alcançando. Em tempo: este selo não lançava 78 rpm, somente 10 e 12 polegadas.
- foto 3: O jornal Diário da Noite (24/07/1957) publica um anúncio, convidando para uma tarde de autógrafos no Rei da Voz (Centro, RJ) e cita a incrível vendagem dos 100.000 discos da série Feito para Dançar. Waldir Calmon foi o primeiro artista popular a atingir esta marca no Brasil.
1.Nota no jornal 3  2.Nota no jornal 2 3.Nota no jornal 1

27 de maio de 2019

Contribuição para o mercado fonográfico brasileiro

Waldir Calmon gravou cerca de 130 títulos - entre LPs, compactos, regravações etc. Em 1957, por exemplo, chegou a gravar SETE LPs! A saber: Feito para Dançar 6, 7 e 8, Chá Dançante 2 e 3, Uma Noite no Arpège 2 e Mambos 2. Sua contribuição para o desenvolvimento do mercado fonográfico brasileiro.

- Foi o primeiro músico a gravar um long-play de dez polegadas na América do Sul com o vinil Ritmos Melódicos (Rádio, 1952). Capa do vinil na foto 1.
- Lançou o primeiro disco popular de 12 polegadas no Brasil (série Feito para Dançar). Veja a capa do número 12, mostrando todos os outros LPs da série (foto 2)
- Lançou, também pela Rádio, o primeiro disco estéreo genuinamente nacional, conforme matéria do jornal JB - coluna Discos Populares, de Mauricio Quádrio, em 29/11/1958 (foto 3).
- Foi o primeiro artista a conseguir uma tiragem de 100.000 discos em território nacional (também com a série Feito para Dançar).
- Criou o disco para dança, sem intervalos entre as faixas, reproduzindo o som das boates da época.

A foto 4 mostra uma matéria do jornal Correio da Manhã (14/04/57), falando de mais um lançamento de Waldir Calmon. A foto 5 mostra uma lista dos discos mais vendidos (LPs e 78 rotações) em 1956. Infelizmente, não sei a data e nem o jornal que publicou. Repare que há três LPs de meu pai, simultaneamente, na parada: em primeiro, terceiro e sétimo lugares. Clique aqui para ver uma projeção de slides com as fotos.


12 de maio de 2019

Feliz Dia das Mães!

Desejamos um feliz dia das Mães! Na foto, Waldir e seus irmãos com sua mãe, dona Helena. No sentido horário: Wilman, o caçula Wagner, dona Helena, Walkiria e o primogênito Waldir. Clique na foto para ampliar.

Dona Helena e os filhos

05 de maio de 2019

Com Paulo Gracindo

Com Paulo Gracindo, em 1974, durante a temporada do espetáculo Brasileiro Profissão Esperança, no extinto Canecão (Botafogo, RJ), onde Waldir trabalhou de 1969 a 1977.

Com texto de Paulo Pontes e baseado na música de Antônio Maria (1921-1964) e Dolores Duran (1930-1959), Brasileiro Profissão Esperança foi um dos mais bem-sucedidos musicais produzidos no Brasil: estreou em 12 de setembro de 1974, no Canecão, e permaneceu oito meses em cartaz com casa lotada e batendo recordes de público. Esta montagem, dirigida por Bibi Ferreira e estrelada por Clara Nunes e Paulo Gracindo, também foi um grande sucesso de crítica. Mário Lago, por exemplo, se emocionou tanto com o show que chegou a passar mal e disse ser "o mais inteligente e maravilhoso espetáculo que Paulo Pontes já montou e talvez um dos melhores montados neste país”. Segundo Chico Buarque, foi “um trabalho inteligentíssimo de Paulo Pontes. Não é preciso dizer nada: é maravilhoso”. Na segunda foto, capa do LP gravado ao vivo. Clique para ampliar.

Com Paulo Gracindo   Capa do disco "Brasileiro Profissão Esperança"

28 de abril de 2019

Gravação de Airport Love Theme,  por Waldir Calmon (Copacabana Discos, 1970)

Em 1970, meu pai gravou um disco um pouco diferente do que estava habituado – ele possuía faixas dançantes, mas também algumas que pareciam inspiradas em trilhas de filmes: Waldir Calmon e seus Multisons. Em 1982, após sua morte, este mesmo vinil foi relançado pelo selo Beverly

Este disco se tornou famoso internacionalmente após a faixa Airport Love Theme
(Paul Francis Webstef - Alfred Newman) ter sido usada como base para um rap de muito sucesso, em 2004, despertando a atenção de DJs do mundo inteiro. A música que sampleou a gravação de Waldir Calmon chama-se Curls e está no álbum de estreia Madvillainy - da dupla Madvillain, formada pelo MC MF Doom e pelo produtor Madlib. Vários críticos consideraram o disco como um dos melhores do gênero. Martin Boev, por exemplo, escreveu em seu blog In Search of Media que Waldir Calmon “com sons de órgão e riffs sutis de guitarra ao fundo, dá uma vibração sinistra que iria caber perfeitamente em um filme de James Bond. Esse sentimento é capturado na faixa Curls, de Madvillain, perfeitamente (...). Um dos claros destaques do maior disco underground de hip-hop da história.”

Outros raps surgiram da mesma gravação de Airport Love Theme, como SlyCriminality, por Kamanchi Sly (2017), e Lirica Sean P, por Saggaz & Yellow (2017). Do mesmo lp, as músicas Afro Son (Waldir Calmon) e Zorra (Waltel Branco) também têm despertado a atenção de rappers de diversas partes do mundo, mostrando a versatilidade e a atemporalidade do trabalho de Waldir Calmon.

Link:
Blog In Search of Media:
Vídeos:
Waldir Calmon com Airport Love Theme


 

Madvillain com Curls



Kamanchi Sly com SlyCriminality  



Saggaz & Yellow com Lirica Sean P 




25 de abril de 2019

Curiosidades sobre a boate Arpège e o aniversário do Leme

Belíssima homenagem do grupo/blog Meu Leme Rio de Janeiro ao pianista e compositor Waldir Calmon! Em 2019, meu pai completaria 100 anos e nosso querido bairro Leme completa 125 na próxima sexta-feira! Este link é do blog Meu Leme Rio de Janeiro, onde há um ótimo texto e um vídeo que gravei especialmente para a data! O texto do post, no Facebook, é:

"A Gustavo Sampaio, 840, no Leme, brilhou com a boate Arpège. Ela foi uma das boates mais famosas do Rio de Janeiro, e ficava aqui no Leme. O criador foi Waldir Calmon, que fez a música do Canal 100. E, no ano que o Leme faz 125 anos, a Prefeitura do Rio gostaria de homenagear Waldir Calmon, com uma placa comemorativa na fachada da loja 840, onde em breve vai funcionar uma Pet Shop. Nesse post especial, Marcia Calmon, filha de Waldir Calmon, felicitou o Leme pelo aniversário."

Link para o post sobre Waldir Calmon, a boate Arpège e o Leme no blog: 
Leme, Rio de Janeiro: Leme125anos: Arpège de Calmon fez brilhar a Gustav...
 
- fotos 1 e 2: Praia do Leme
- foto 3: placa da rua Gustavo Sampaio
- foto 4:
Forte Duque de Caxias ou, simplesmente,
Forte do Leme
- foto 5: estátua da escritora Clarice Lispector - célebre moradora do bairro do Leme
Clique aqui para ver uma projeção de slides com as fotos.


21 de abril de 2019

A "era" das boates no Rio de Janeiro

Em 30 de abril de 1946, o então presidente do Brasil, Eurico Gaspar Dutra, assinou um decreto que proibia os jogos de azar no país e, consequentemente, os cassinos. Milhares de pessoas perderam o emprego e as casas noturnas tiveram de se adaptar a uma nova realidade. O jogo bancava os shows luxuosos - em salões enormes, com orquestras numerosas e muitas vedetes – e, sem ele, já não era mais possível seguir com o mesmo padrão. Casas menores, com um número reduzidos de músicos e sem "show girls" começaram a surgir. O estilo de cantar também mudou para ficar mais condizente com o novo espaço: as grandes vozes cederam lugar às interpretações mais intimistas. Um novo tipo de casa noturna surgia – a boate.

Em 1946, foi inaugurada uma das mais famosas boates brasileiras: a Vogue, na avenida Princesa Isabel, limite entre Leme e Copacabana, no Rio de Janeiro. No mesmo ano, surgia a Night and Day, no Hotel Serrador (Centro, RJ). Outras foram surgindo e tornando-se ponto de encontro de empresários brasileiros e estrangeiros, celebridades e políticos influentes. Vale lembrar que o Rio de Janeiro era a capital da República e o Brasil saiu da Segunda Grande Guerra com um belo superávit, e a Europa, devastada, tentava se reerguer dos escombros. Articulações políticas e negócios eram feitos à noite, dentro destas boates. A noite do Rio fervilhava!

Talvez pela presença da Vogue, outras boates surgiram na região. As mais badaladas foram a Sacha’s (do pianista turco Sacha Rubin), a Fred’s, a Drink (do pianista Djalma Ferreira e, posteriormente, da família de Cauby Peixoto) e a Arpège (do pianista Waldir Calmon). Uma época de ouro, com filas de espera na porta, que durou até a metade dos anos 60 – quando a mudança da capital para Brasília começou a mostrar seus efeitos na noite carioca. Clique nas fotos para ampliar.

- fotos 1 e 2: interior da boate Vogue
- foto 3: Linda Batista e Jorge Goulart cantando na boate Vogue
- foto 4: interior da boate Sacha’s
- fotos 5 e 6: capas de discos do pianista Sacha Rubin
- foto 7: capa do disco da boate Drink, reproduzindo a porta de entrada da casa
- foto 8: entrada da Drink
- foto 9: o pianista Djalma Ferreira, primeiro dono da Drink.
- foto 10: entrada da boate Arpège
- foto 11: capa do disco Uma Noite na Arpège, com um desenho da boate
- foto 12: interior da Arpège
- foto 13: anúncio de jornal, divulgando a inauguração da Arpège
- foto 14: nota no jornal Correio da Manhã sobre o sucesso da Arpège (23-12-1956)
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foto 15: nota sobre Os melhores da Semana, no jornal Diário da Noite (17-10-1956), falando de Waldir Calmon e a Arpège.
Clique aqui para ver uma projeção de slides com as fotos.


16 de abril de 2019

Waldir Calmon ganhou a placa da Funjor!

Agradeço, do fundo do coração, a todos que votaram em meu pai, o pianista e compositor Waldir Calmon! É uma homenagem muito bonita que lhe prestaremos em seu centenário! Um muito obrigada especial para Julio Abreu, Fernando Pereira e a meus queridos amigos Marlenistas Ciro Gallo, José Ramalho e Fernanda Dornelles! Clique na foto para ampliar.

Placa Funjor - Circuito do Rádio


14 de abril de 2019

Surgimento do selo Rádio

A Rádio Serviços e Propaganda foi uma produtora totalmente dedicada, como o nome já dizia, ao maior veículo de comunicação de massa até os anos 60: o rádio. A empresa prestava serviços às emissoras, mas também atendia no varejo, gravando discursos, declamações, audições de alunos de canto etc... Como produtora, gravava jingles, entrevistas, reportagens externas, alugava equipamentos de som para comícios, fazia pesquisa de mercado, campanhas publicitárias no rádio, elaborava scripts de programas, novelas etc...

 

No final dos anos 1940, a Rádio Serviços e Propaganda Ltda contratou Waldir Calmon e seu conjunto para uma série de apresentações transmitida, em cadeia nacional, pelas Emissoras Associadas (no Rio de Janeiro, pela rádio Tamoio), tornando-o famoso em todo Brasil. O programa, produzido por Antônio Maria e apresentado por Luís Jatobá, chamava-se Balcão de Melodias e ia ao ar às terças e quintas-feiras, 21:15h, com o patrocínio do Colírio Moura Brasil. O Balcão de Melodias fez tanto sucesso que a Rádio Serviços montou um estúdio para gravação de discos profissionais e comprou uma fábrica para a prensagem dos vinis, em Petrópolis, RJ. Nascia então o selo Rádio com o dez polegadas Ritmos Melódicos - que possuía oito das músicas mais solicitadas no programa. Waldir entrava para a história fonográfica como o primeiro artista a gravar um long-play de dez polegadas na América do Sul (Rádio, 1952).

 

Em tempo: o jingle do colírio Moura Brasil, "duas gotas, dois minutos, dois olhos claros e bonitos", do rei dos jingles Miguel Gustavo, também foi gravado por Waldir Calmon. Nas fotos (clique para ampliar): 
1 - O mítico locutor Luiz Jatobá
2 - Capa do vinil Ritmos Melódicos 1 (Rádio, 1952)
3 - Contracapa
4 - Selos do vinil Ritmos Melódicos 3, com a logo da Rádio
5 - Anúncio da Rádio Serviços e Propaganda na Revista do Rádio (pág 44, n° 17, julho de 1949)
Clique aqui para ver uma projeção de slides com as fotos.



31 de março de 2019

Aquisição do órgão Hammond por Waldir Calmon

Esta matéria do jornal Última Hora (31/08/1957) fala, de maneira muito bem humorada, da saga pela qual passou o primeiro órgão Hammond que apareceu no Rio de Janeiro (então capital da República). O instrumento acabou na boate Arpége, de Waldir Calmon, e tempos depois meu pai trocou o piano definitivamente por ele. O Maurício Lanthos, citado na matéria, era sócio de Waldir Calmon na Arpége. Clique na foto para ampliar.



24 de março de 2019

Waldir Calmon e o Gentlemen da Melodia

Matéria do jornal carioca A Manhã, de oito de julho de 1945, falando das apresentações de Waldir Calmon e seu Gentlemen da Melodia no Cassino Atlântico. Alguns meses depois, em trinta de abril de 1946, o então presidente da República, Eurico Gaspar Dutra, proibiria o jogo no Brasil, acabando com todos os cassinos do país.Clique na foto para ampliar.

Matéria sobre Waldir Calmon


10 de março de 2019

Vídeo de Tema de Marcia (Waldir Calmon)

Quando eu era criança, gostava muito de dançar e dançava em qualquer lugar. Talvez por esta razão, meu pai tenha batizado esta música bem animada de Tema de Márcia (Waldir Calmon)! O áudio tem alguns problemas, por causa do estado do vinil, mas dá para ouvir.




19 de janeiro de 2019

Compra do piano Steinway

Nota, no jornal Correio da Manhã (20-12-1956), sobre a aquisição do piano Steinway por Waldir Calmon. O piano, que reinou absoluto na boate Arpège, pertenceu à filha do ex-presidente da República, Eurico Gaspar Dutra. Clique para ampliar.

Matéria sobre órgão aquisição do órgão Hammond


15 de janeiro de 2019

Show-baile em homenagem ao centenário de Waldir Calmon

No dia três de agosto, faremos uma homenagem ao centenário de meu pai no Cariocando (Catete, RJ): teremos um show com convidados e, quando acabar, um "mini" baile com gravações de Waldir Calmon e de seus contemporâneos "bons de baile", como Djalma Ferreira, Miltinho, Ruy Rey, Românticos de Cuba, Xavier Cugat, Ray Conniff, Sinatra, Nat King Cole... bem ao estilo dos anos 50 e começo dos 60! Quem comandará as carrapetas será meu irmão, o DJ e técnico de som Marcus Calmon. Meu desejo era fazer um baile com orquestra, do jeitinho que ele gostava, mas infelizmente não será possível. A seguir, o serviço do show. As reservas e vendas antecipadas só estarão disponíveis em data mais próxima do evento. Esperamos você!

SERVIÇO:
- local: Cariocando Bar
- endereço: rua Silveira Martins, 139, Catete, RJ (ao lado da estação do metrô Catete)
- data: 03 de agosto de 2019
- horário: de 18h30 às 22h30
- couvert: R$ 30,00 por pessoa
- reservas e venda antecipada: 21 96937 0294 (Whats App)
- estacionamento: ao lado e com preço fixo de R$ 15,00
 
Marcia Calmon

10 de janeiro de 2019

Placa Comemorativa

Waldir Calmon está concorrendo a uma placa pelo projeto Patrimônio Cultural Carioca - Circuito do Rádio, oferecida pelo Instituto Funjor. Só serão homenageadas pessoas já falecidas, emissoras, empresas ou locais que tenham sua história de alguma forma ligada ao rádio. Cada voto equivale a uma doação de dez reais e você pode votar quantas vezes quiser: basta fazer o depósito na conta da Funjor e enviar uma foto do recibo, por email, com o nome do artista votado. A final será em março. No Facebook ou no site www.funjor.org.br, você acompanha a apuração e todas as novidades. O meu desejo é colocar a placa no lugar onde antes funcionava a boate Arpége, no Leme, RJ.

Banco ITAÚ

- agência: 0706 
- conta corrente: 04730-5 (A.A.A.A. Instituto FUNJOR)
- CNPJ: 18.741.152/0001-00
- email: funjortv@gmail.com

Fiz um pequeno vídeo para divulgar o concurso e usei, como música de fundo, Na cadência do samba (Que bonito é), de Luiz Bandeira, na interpretação de Waldir Calmon e sua orquestra. Esta gravação faz parte do lp Samba, alegria do Brasil (Copacabana Discos, 1958).